LIL 2022.jpg

Said Ali e a gente na história da língua e da gramatização brasileira

Ana Cláudia Fernandes Ferreira - Unicamp

Michel Marques de Faria - Unicamp

 

Os autores analisam como a pronominalização do a gente comparece como uma questão elaborada e reelaborada em produções de Said Ali, mostrando como sujeito e língua vão sendo significados/divididos quando o autor reflete sobre o a gente, e como ele lida com o problema da indeterminação e da determinação do pronome. A partir disso, os autores se voltam para as condições históricas específicas do funcionamento pronominal do a gente no Brasil articuladas à produção de um saber sobre esse funcionamento, considerando as relações de dominação e resistência constitutivas da nossa história de colonização e de descolonização.

linguagem e ensino 2021.jpg

Sentidos de Campo da vida cotidiana na BNCC: a política de uma língua

Ana Cláudia Fernandes Ferreira - Unicamp

Juciele Pereira Dias - UERJ

 

Ao analisar os sentidos de Campo da vida cotidiana na BNCC, as autoras notam um efeito de sobreposição da política de uma língua – demanda do Estado – a demandas de políticas de línguas outras, mostrando como a inserção desse campo nos Anos Iniciais do componente curricular de Língua Portuguesa do Ensino Fundamental contribui para esse processo. Processo este que conduz à disciplinarização do cotidiano enquanto um campo de saber e contribui para a manutenção de um efeito de unidade linguística da língua portuguesa pelo aprendizado da leitura e da escrita com base em gêneros textuais.

ler descrever e interpretar os artefatos

Ler, (d)escrever e interpretar os artefatos

Ana Cláudia Fernandes Ferreira - Unicamp

 

Este texto reflete sobre o trabalho de ler, (d)escrever e interpretar a relação entre a língua e o imenso e indefinido conjunto de artefatos a ela articulados, pensados a partir de uma perspectiva discursiva da história das ideias linguísticas. A autora mostra como, entre os artefatos e o impossível da língua, vamos inscrevendo a língua em nossos artefatos, ao mesmo tempo em que a língua flui por entre eles.

LIL.BR.jpg

O cotidiano na História das ideias linguísticas

Ana Cláudia Fernandes Ferreira - Unicamp

 

Neste trabalho, a autora busca contribuir para uma teorização discursiva sobre a questão do cotidiano na história das ideias linguísticas. Para isso, empreendo diálogos e debates teóricos com estudos de Michel de Certeau, Michel Pêcheux, Sylvain Auroux e Eni Orlandi.

cover_issue_384_pt_BR.png

Saberes linguísticos cotidianos

Ana Cláudia Fernandes Ferreira - Unicamp

 

Tomando a paródia como um espaço privilegiado para uma análise dos saberes linguísticos cotidianos, a autora mostra como esses saberes funcionam fora, mas também ao lado e mesmo no interior da gramática, da linguística, da literatura e das artes, a partir de políticas linguísticas ordinárias que se insinuam sob diferentes éticas e estéticas, a depender dos processos de identificação com a língua pelo sujeito, constituídos pela relação entre ideologia e inconsciente.

Em breve...

  • As mil e uma políticas linguísticas ordinárias (artigo em periódico)

  • Des-instrumentos linguísticos (artigo em periódico)

  • O saber não é conteúdo (capítulo de livro)

  • Construção, destruição e reconstrução de arquivos (capítulo de livro)