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As formas da língua na Análise automática do discurso (1969-1983): a herança linguística de Michel Pêcheux

 

Filipo Figueira (Unicamp)

 

A Análise de Discurso proposta por Michel Pêcheux se exerce sobre a dupla materialidade da língua  (base)  e  do  discurso  (processo).  No  entanto,  há  uma insatisfação,  tanto  dos  linguistas  quanto  dos analistas  do  discurso,  relativa  ao suposto  esquecimento  do  aspecto  linguístico  na  AD.  Assim,  pretendo estabelecer um percurso de leitura sobre o conceito de “língua” no projeto teórico da Análise Automática do Discurso (1969-1983) de Michel Pêcheux como uma maneira de expor e defender sua importância nas análises e no arcabouço teórico da Análise do Discurso contemporânea. O percurso deste trabalho, portanto, inicia-se pela  apropriação  discursiva  dos  primados  da  metáfora  sobre  o  sentido  e do valor  sobre  a significação, estendendo-se até suas reelaborações finais, em que se formula a assunção de que a língua é capaz de revolta.